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Todo carboidrato é açúcar?

2 de ago.
2 min de leitura

Todo açúcar é carboidrato. Nem todo carboidrato é açúcar, mas sim, é verdade que a maior parte dos carboidratos digeríveis acaba sendo transformada em açúcares simples (monossacarídeos), principalmente glicose, para ser absorvida e utilizada pelo organismo.

 

Só que ao mesmo tempo que não podemos comparar alimentos complexos com aquele açúcar de mesa que foi extraído e refinado, porque o processo de digestão, absorção e o impacto metabólico é completamente diferente, não podemos esquecer que existem muitas pessoas que apresentam resposta metabólica negativa ao consumir carboidratos, até mesmo os mais saudáveis. Por isso, em casos de diabetes ou pré-diabetes, é preciso cuidado para planejar cada refeição.

 

Eu vejo muita gente criticando quem fala desse assunto dessa forma, mas eu não acho certo falar apenas para pessoas saudáveis, até porque mesmo em pessoas saudáveis a resposta pode variar entre indivíduos. E isso é algo que eu vivi na pele quando tive diabetes gestacional. Eu precisei planejar muito bem as minhas refeições, pois eu tinha alterações de glicemia com muitos alimentos saudáveis.

 

O que determina o impacto metabólico de um alimento com carboidratos não é apenas a presença ou concentração de açúcar, mas também a quantidade consumida, a mastigação, a presença de fibras e de outros nutrientes no mesmo alimento ou na mesma refeição, pois todos esses fatores influenciam a digestão e a velocidade de absorção, além do contexto metabólico de quem está consumindo, que é individual.

 

Uma criança saudável, um atleta e uma pessoa com diabetes podem responder de maneira distinta à mesma quantidade de carboidrato.

 

Por isso, não é tão simples classificar um alimento em "bom" ou "ruim" apenas com base no teor de carboidratos ou açúcares. Uma recomendação pode mudar quando os objetivos e as necessidades de cada pessoa são diferentes.

 

Um doce feito com tâmaras pode ser uma alternativa considerada sem açúcar para uma criança saudável, mas esse mesmo doce pode não fazer sentido para uma pessoa com diabetes ou até mesmo para alguém seguindo uma estratégia específica para perda de peso, principalmente quando existem questões comportamentais complexas envolvidas.

 

Tudo depende do alimento, da quantidade consumida, do que está sendo consumido junto, de quem está comendo, de quando e de como está comendo. Depende das combinações alimentares e do contexto metabólico individual.

 

Não adianta demonizar nenhum alimento, mas é preciso entender que o planejamento é necessário para muitas pessoas. O problema não é o carboidrato, é ignorar o contexto.

 
 
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